O dia em que chorei na feira livre

(Apenas 4 minutinhos de leitura)

Olá! Seja bem-vindo e sinta-se à vontade neste cantinho de bate papo, com sabor de saúde e comodidade que separamos para você, neste nosso primeiro encontro. Eu sou a Patrícia e estou muito feliz que você tenha chegado até nós: Blog da Feira4you.

Bem, você deve estar imaginando que estou aqui para vender bananas, certo? Confesso que pensei o mesmo quando fui convidada para incorporar o time da Feira4you. Porém fui surpreendida e imagino que você também será. Estou aqui para dividir de forma espontânea minhas experiências como mãe, mulher, profissional, esposa e dona de casa, acerca dos enfrentamentos que tenho diariamente para garantir uma vida com mais qualidade para mim e minha família.

Sou casada há 16 anos e meu esposo é bastante colaborativo “quando está em casa”. Ele trabalha com sonoplastia em eventos coorporativos, portanto viaja por muitos lugares, participando de eventos neste seguimento, o que o obriga a ausentar-se de casa por vários dias, com muita frequência. Em contrapartida, sou profissional da área da saúde e trabalho com saúde coletiva pelo SUS, e também como escritora nas horas vagas (quando as tenho!). Nosso tempo é corrido e procuramos utilizar de forma racional cada fragmento dele para dar uma vida com mais qualidade para os nossos filhos, mas reconheço que nem sempre conseguimos com a maestria que gostaríamos.

Pois bem, para começar gostaria de dividir com você a lembrança daquele dia fatigante em que sentei e chorei em plena feira.

Naquele domingo de verão, meu esposo estava no Nordeste, a trabalho. Eu havia me desdobrado a semana inteira para dar conta do trabalho, das crianças e dos afazeres domésticos sem a colaboração dele. A essa altura, minha geladeira já estava vazia. Restou apenas o domingo para ir à feira comprar os legumes e as verduras para a semana, já que nos mercados nem sempre encontramos hortifrútis de qualidade aos domingos.

Pior escolha, impossível! O tormento já começou em encontrar uma vaga para estacionar e se concluiu quando entrei naquela feira lotada. Ainda não tinha pandemia nesta época, portanto a maioria das pessoas ainda não nutria a consciência dos riscos que corriam pela falta de higiene, experimentando frutas cortadas com facas mal higienizadas, oferecidas por mãos (e para mãos) não lavadas, e recebendo gotículas de saliva como tempero. Dentro deste contexto, eu estava comprando a saúde e levando de brinde a doença. Como profissional da saúde, era essa a sensação.

Já se sentiu assim? Eu estava cansada devido ao trabalho frenético da semana e da organização da casa no sábado. Minhas unhas estavam desleixadas e meus filhos precisavam de mais atenção. Mas lá estava eu naquele cenário de horror. E quando finalmente consegui chegar no carro com as frutas e as verduras compradas, percebi que haviam furtado minha carteira! Aí danou-se. Sentei na calçada e chorei como um bebê. Terminei meu domingo registrando um BO na delegacia.

Você pode não ser tão azarado como fui neste dia, mas com certeza tem alguma experiência neste seguimento para contar. Não se acanhe, este cantinho é nosso!

Conte se você, por exemplo, se já teve o carro danificado ou roubado ao estacionar na rua para ir à feira. Ou se tem dificuldades em escolher frutas frescas e saborosas. Se tem dificuldades em fazer a lista e encontrar tudo o que precisa. Você sabe aproveitar bem as hortaliças? Sabe higienizar bem os alimentos crus antes de consumi-los? Conhece receitinhas fáceis e nutritivas para o dia a dia? Gosta de alimentos naturais mas não tem tempo de compra-los e prepara-los? Você se considera apto a aproveitar novas formas de customizar seu tempo?

Divida conosco! Sua experiência pode inspirar outros! Assim construiremos aqui no blog um espaço útil e real de troca de experiências.

Se você achou útil este post, comente.

Até o próximo!

Patrícia Lemos é mãe, filha, esposa, eterna aluna, cronista Feira4you e porta-voz do nosso leitor, escritora do Livro Palavras ao Vento, Profissional da Saúde, entusiasta de práticas e hábitos saudáveis, e quando sobra um tempinho, estar com demais familiares.